quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Se não for cozinheiro, comilão, curioso ou fofoqueiro, fuja das panelas!

Primeiramente gostaria de pedir perdão pelo hiato nesse blog. Mas vida de estudante, ainda mais de pós-graduação não é moleza e contei com a ajuda das fatalidades de perder vários textos inteiros sobre algumas notinhas minhas. No mais asseguro-lhes que o retorno dessa vez será de fato e manterei uma regularidade maior de postagens aqui.
Gostaria também de mencionar que não fiquei alheio aos acontecimentos desde a virada do semestre, iniciando durante a Copa das Confederações e durando até agora. Penso que o povo se cansou, por outro lado percebo como as coisas aqui são subvertidas facilmente, de modo que os mais conservadores também se fazem manifestantes e pedem as coisas mais estapafúrdias. Podem me chamar de demente, mas pedir a saída da Presidenta é de uma estupidez tremenda e só demonstra a insatisfação de muitos com as conquistas obtidas nos governos de Lula e Dilma.
Por fim e pra não enrolar, pois tenho um post a expor aqui, gostaria de reconhecer que às vezes temos de dar a mão a palmatória e reconhecer que erramos. Acho que pela primeira vez na vida vi uma greve de professores um pouco mais estruturada e com causas palpáveis e bem definidas. Sempre me posicionei contrário à greves de professores pois tinha um olhar mais de aluno, prejudicado no calendário, nos conteúdos e na formação como um todo. De certo o prejuízo é de todos, porém olhando para os lados vemos que a situação não é boa e que não se faz omeletes sem quebrar os ovos. Portanto penso que uma greve com causas certeiras e bem organizada e fundamenta se fez necessária. Por fim reconheço que a vida é assim, ora pensamos de um jeito, ora tudo vira e observamos as coisas de outra forma. Embora alguns colegas não me considerem capaz de debater sobre o assunto por “apenas estudar” gostaria de expor sobre essa questão.

Caraca, mas enrola, enrola e não começa logo! Que história é essa de fugir de panela?

O caramba, foi mal! Na verdade essa postagem de hoje é fruto de experiências pessoais acumuladas ao longo de 27 anos bem vividos. Não acho válido entrar em detalhes sobre determinadas experiências, mas advirto desde já que algumas pessoas que lerem poderão se identificar com os fatos. Não levem pro pessoal, apenas uso tudo que passei como experimento mesmo. Sempre fui meio demente assim, já me conhecem!
O que queria conversar com vocês hoje tem relação com a necessidade que nós humanos e boa parte dos animais tem de se agrupar, se socializar. Sim, esse é um elemento importante para todos nós, que no passado remoto nos garantia a sobrevivência. Hoje podemos dizer que ainda garante a sobrevivência, mais de outro modo. Não se agrupar, não estabelecer relações com um grupo de pessoas no passado te condenava a virar comida de tigre dente de sabre (ou outra fera pré-histórica qualquer...), hoje em dia não se agrupar torna tudo muito mais difícil em outros aspectos, como talvez ter problemas pra comer, problemas pra se formar na escola e problemas pra arrumar trabalho ou permanecer num, e se falta trabalho falta todo o resto meu caro, a menos que sejas herdeiro! Sim agrupar-se é vital e sadio, podemos garantir não só o ganha pão mas sim podemos garantir espaços de troca de experiências, conhecimentos, diversão, competição, enfim qualquer coisa que nos faça sentir vivos, e preferencialmente humanos.
Entretanto nós humanos temos uma capacidade especial em subverter as coisas e tornar tudo mais difícil. Tem momentos da vida que nossa necessidade de proteção e socialização toma outro rumo. Um caminho perigoso, nocivo, fonte de discriminações, conflitos prejudiciais, e até do tal do bullying. Sim meus caros, as panelas que citei no texto não são as da cozinha. As panelas são aqueles grupos de pessoas que resolvem de hora pra outra se fechar numa redoma, se julgando diferenciadas e ninguém que está fora é digno de entrar nelas.
Estudei pouco de psicologia na área de Relações Humanas no Ensino Médio, lá na minha saudosa ETER, e milagrosamente lembro quando a querida professora Maria Helena discutiu com a gente a respeito.
Acho que já defendi bastante a necessidade de nos socializarmos, enfim, não vivemos sem essa faceta. Contudo diferenciar grupos de afinidades das temidas panelinhas é importante. Grupos de afinidades podem se definir com a associação de pessoas que apresentam algum interesse comum, algum grau de afinidade, seja por discurso, por atitude ou pela roupa que veste (enfim gente,  tem gente que se apega até porque camarada anda com calça arriada e cueca de fora, sério!), em suma, a gente desenvolveu a capacidade de “simpatizar” com alguém. Esses grupos são demarcados de alguma forma (olha o ataque do Capitão óbvio), contudo se observa que essas pessoas não tem a menor necessidade de excluir ou enxotar alguém de sua convivência. A adesão ou não adesão ocorre pelas trocas e não por delimitações mecânicas. De certo se determinado grupo cresce muito tenderá a ocorrer subdivisões, até porque não acho possível que alguém dê atenção a mais de 6 pessoas ao mesmo tempo (olha que falo isso porque sou professor, imagina se fosse psicanalista!), portanto não se preocupem, nesse tipo de grupo podem haver discrepâncias em posições mas não se alimentarão rivalidades (não tenho total certeza disso, mas é o que me convenceu por enquanto).
Já as panelinhas começam mal, geralmente alimentadas por fofoquinhas, maledicências e rivalidades sem pé e nem cabeça. A onda nas panelas é tornar a sua adesão algo desejável, especial e o coitado que entra nessa é condecorado, afinal passou por um pesado crivo. As panelas se cercam de barreiras mecânicas, num processo de exclusão e achacamento contra aqueles que não são “dignos” ou que pertencem a outro partido. Não acredito que ninguém tenha passado imune na vida, todos já fizemos parte de uma merrrrrr... dessa ou quisemos entrar numa. Até porque os que tão dentro te fazem sentir um lixo pois você não está lá. É uma relação de tortura contínua onde o objetivo é que sempre tenham seres orbitando a dita cuja esperando seu momento de entrada. Enfim, não é uma relação sadia e geralmente você tem que abrir mão de muitos valores pra poder ter o “mérito” de fazer parte da patota. Se você tiver brios ou for muito questionador não é bem-vindo numa panela. Se tentar dissolver uma então, pode comprar inimigos por uma vida. No meio corporativo elas são temidas, pois podem causar severos danos à saúde da empresa. Nas escolas são uma das justificativas talvez do quadro de violência entre os alunos e os processos de preconceito, discriminação e agressão física. As panelas, creio eu, sempre existiram, contudo atualmente percebo que vivemos numa ditadura do prazer e numa ditadura das vibes positivas (odeio essa palavra), dos amiguinhos pra zoar (já falaram que amigo de c... é rola? Então! Quer saber quantos amigos tem? Diga que está com câncer ou que ficou pobre!), e tantos outros padrões idiotizantes, de forma que essa questão das panelas me parece mais visível.
O que acho mais perigoso nas panelas são a necessidade, em primeiro lugar, da anulação de seus componentes e em segundo as lideranças negativas que as encabeçam.

Se as panelas não forem parecidas com essas e tiver muita gente dentro, fuja!


Mas por que falar sobre isso?

Bem, me lembrei disso porque sinto que passei por experiências bem peculiares mais recentemente e que me alertaram para quanto estava me tornando um “sem-ideia”. Não vou citar lugares e nem pessoas, mas devo contar uma experiência.
Certa vez acreditei que tinha encontrado um grupo de amigos bacana, que de certa forma me ajudavam e que cresceriam junto comigo. Era um grupo grande e as subdivisões são perfeitamente naturais e aceitáveis. Contudo, depois de certo tempo de convivência, fui percebendo que fazia parte de uma hierarquia. Nesta hierarquia cada posto tinha acesso à determinada liturgia, em miúdos, nem todas as pessoas eram dignas de participar de todas as conversas, de todas as atividades. Isso foi ficando cada vez mais evidente. De início encarava como algo normal, afinal a gente sempre acaba simpatizando mais com um do que com outro. Mas depois fui percebendo um processo de exclusão um tanto perverso por falta de alguma justificativa lógica. Felizmente (pra quem viveu comigo nessa vai entender) eu não estava sozinho nesse processo de fritura. Notava-se claramente que no meio do grupo tinha uma panelinha de barro, inquebrável e que se mantinha sob os argumentos mais torpes possíveis, e à base de certas doses de fofocas e troças fora de hora. Fora que a seleta tinha hábitos nada ortodoxos de encobertar erros e até ilícitos (leia-se falsidade ideológica).
Eu não queria aceitar essa condição, até que um saudoso e muito inteligente colega me vem com uma instigante pergunta sobre quem fechava a tampa da panela. Eu tinha ouvido essa expressão uma vez na escola e entendi perfeitamente onde esse amigo queria chegar. Aí aceitei que estava numa canoa furada. De fato, depois que saímos da caverna tudo dói mais. Sim, eu passei a perceber o processo excludente a qual passava e resolvi tentar reverter. Claaaro que não deu certo. Tentei, mas um dia cansei. Procurei minha turma e fui feliz na minha escolha, são amigos que tenho até hoje.
Bem, o momento “historias da carochinha” para por aqui. Se ficarem curiosos sobre o rumo da panela, sugiro que leiam sobre a história da dissolução da Iugoslávia. O processo de desmembramento foi parecido, tirando as guerras, claro.

Caraca, mas esse bla bla bla cansou! O que pensa sobre isso afinal?

Tentei contextualiza-los para demonstrar o cuidado que a gente tem que buscar quando nos propomos a formar amizades. As vezes somos perversos contra aqueles que não julgamos ser um dos nossos. Eu digo isso pois confesso que estive dos dois lados, e estar no lado dos excluídos não é legal. Me sentia às vezes desmotivado, mas por sorte encontrei pessoas dispostas a encontrar comigo um caminho alternativo. Em síntese, a vida é tão bacana e às vezes nos privamos de conhecer pessoas muito legais, que podem nos ajudar de alguma forma apenas porque elas não estão na nossa patota...
Olhar pra frente é importante e necessário. Mas às vezes olhar pros lados, nos detalhes podem nos proporcionar experiências inimagináveis, pessoas incríveis das quais você e eu nunca tínhamos observado. Se hoje até a televisão vem em alta definição, podendo ver todos os detalhes, por que nossa visão sobre as pessoas não pode ser assim também?

Se quiserem ler textos mais técnicos sobre o assunto, recomendo esses aqui:




Esse link nem é tão técnico, mas tem gente com capacidade de síntese bem desenvolvida e que entendeu bem qual o problema das panelas.



E você? Já enfrentou ou enfrenta situação parecida? Conta pra mim sua experiência e te dou ótimas dicas pra se livrar de qualquer tipo de panela!


Notas felipinas¹: A história contada acima é real, contudo nomes, lugares e fatos foram devidamente ocultados em prol de preservar as identidades dos envolvidos. Aquele que discordar entre em contato direto comigo e dependendo da situação terá pleno direito de resposta nesse blog.

Notas felipinas²: Não sou psicólogo e nem tenho pretensões. Qualquer discordância conceitual é bem-vinda. Afinal estamos nessa Terra pra aprender apenas. Tal e qual na nota anterior, entra em contato comigo pra debatermos mais sobre isso.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Corrosões morais de um pequeno feudo suburbano....

Nos últimos dias estamos sendo bombardeados por notas alarmantes sobre as constantes ameaças feitas por Kim Jong Un e a sua Coreia do Norte aos vizinhos do sul, aos japoneses e aos estadunidenses. Não vou entrar nos méritos do gorducho (aliás naquele país ele é o único pançudo, sinal claro de que a igualdade não é o forte dos comunas de olhos rasgados) falastrão e seus excêntricos generais. O que me chama atenção sobre o que acontece a mais de 60 anos lá é como o poder pode corroer moralmente os mandatários. O avô do PSY milico, Kim Il Sung (ou aqui e aqui), tinha o grande ideal de libertar a península coreana dos japoneses. Fez bonito trazendo soberania mas perdeu tudo quando resolveu se inspirar no Stalin, uma espécie de Mario Bros. soviético. Enfim, não vou entrar nisso não, isso é assunto para um livro inteiro, o que quero destacar aqui é como os mandonismos e a ausência de regulações claras e minimamente equivalentes promovem as maiores atrocidades, desmandos e profundo desrespeito pelo coletivo.

Paaaaaieeeeeeee, quebraram meu foguetinho! Esse é o atual ditador na Coreia do  Norte e arruaceiro de plantão. Um PSY que foi proibido pelo pai de comprar óculos na Chili Beans.


Tá, já encheu com esse papo de Coreia, mas cadê o feudo suburbano?

Aqueles que me conhecem a mais tempo sabem que moro num condomínio, situado no lado mais residencial de Madureira bem próximo à divisa com o Campinho (se quiserem me visitar comentem que mando o endereço e coordenadas para chegar aqui!!!! KKKKKKK). O condomínio existe há quase 30 anos, e eu moro aqui há 26 anos, eu nasci e enterrei meu umbigo neste bendito prédio. Como qualquer condomínio de médio e grande porte que se preze, temos constantes problemas com as administrações que passaram e/ou ainda gerem essa bagaça. Conviver em sociedade não é das coisas mais fáceis, uma hora ou outra a gente tem que ceder em nome do respeito ao espaço alheio. Os problemas na esfera da convivência são esperados em qualquer circunstância, e acredito que consiga lidar bem com eles. O que me incomoda e me motiva a retomar o blog depois de um intervalo é o sistema ditatorial que alguns gestores, leia-se síndicos, nos impelem.

O atual síndico se elegeu em 1998, e desde então está a frente do condomínio, ficando fora apenas nos anos de 2006 e 2007. Vocês pensam que ele ficou a tanto tempo por gosto? No começo até pode ser, afinal adotou medidas tipicamente populistas como o congelamento nos reajustes das cotas condominiais (nisso acabou torrando o fundo de reserva, destinado a emergências), construiu uma quadra, churrasqueira e estacionamento (todo mundo usou e gostou, mas construiu em área irregular, que não podia ser beneficiada), e uma série de outras ações que me escaparam da memória. Contudo ele, em sua magnânima inteligência e vocação ao poder resolveu abandonar o documento que regula o funcionamento desta tranqueira, a Convenção. A nossa convenção é praticamente a original de 1983, carece de alterações urgentes, afinal o mundo de agora não chega nem perto do que era em 83. Porém, presumo que se a digníssima fosse mais respeitada teríamos bem menos problemas. Infelizmente isso não procede dessa forma, e o que se percebe é uma gestão de 20 pesos e 20 medidas. Acho que foi Roberto da Matta que disse que o princípio no Brasil era de que aos amigos tudo e aos inimigos a lei. Aqui, no meu pequeno feudo, esse princípio se aplica em quase totalidade.

O que se observa aqui é o seguinte, se você é amiguinho do síndico ou puxa saco dele nas assembleias você pode colocar 5 carros na garagem, a sua família inteira e agregados na piscina, fazer festa até às 3 da manhã com música ao vivo, armazenar botijão de gás no apartamento e descer com fogão pelo elevador social de madrugada! Se você fizer oposição, questionar ou enfrentar o manda-chuva se prepare para uma implacável perseguição. Primeiro somem as contas de telefone, contra-cheque, depois as lâmpadas queimadas do corredor só são trocadas com apelo fervoroso, sofra interpelações de vizinhos nos elevadores. Fora que qualquer reclamação é interpretada como recalque, inveja de uma administração competente. Nem tente descer com um puf de garrafa pet no domingo (aqui só pode descer com volumes grandes de segunda à sábado), pois o senhor das cameras nos elevadores (até hoje não descobri quanto pagamos nessas tranqueiras!) fará um escândalo monumental. Aqui oposição ao governo significa perda total e irrestrita de direitos e do sossego, uma lástima só.

Eu faço o que quero, é só falar com o P...

A minha crítica maior à situação de desmando ocorrida aqui se dá pelo fato de as pessoas alimentarem essas condutas. Cada vez mais constato que ninguém monta uma ditadura sozinho, por trás de uma figura pintada de bronze sempre tem uma horda, que mantém e se beneficia dos desmandos.

Ontem eu tive um despertar para escrever esse post, a partir do momento em que a atual presidente ( e único membro efetivo!!!!!!!!!) do conselho consultivo do condomínio resolveu descer, às 23 e tantas da noite, um móvel. Nosso regimento é bem claro, horário de carga e descarga é até às 18h. Entendo que a dona trabalhe durante o dia, mas aí ela pode combinar com outra pessoa de tomar conta e entregar o móvel, não acham? Mas como aqui quem manda é o P... ela vai, faz o que quer, depois simplesmente diz: Amanhã eu falo com o Paaaaaaauuuuullllll...(prefiro não citar nomes, mas às vezes não resisto). É um tremendo abuso e falta de respeito com todos os outros moradores. Não que a descida de um móvel cause transtornos, a questão não é essa. O que me revolta aqui nos últimos anos é esse clima de milícia que se implantou, onde ao invés de as regras e o bom senso regerem a nossa convivência vivemos num clima em que tudo tem que ser pedido, implorado a uma pessoa. O cidadão rasga as regras e age como quer, os moradores embarcam na onda e fazem disso aqui um jardim dos horrores. Atitude ridícula daquela que deveria ser uma consultora e até contestadora das decisões do gestor. A figura se porta como uma segunda dona disso aqui, ela já apronta outras como abrir o portão do carro pro sobrinho dela (ele não mora e não pode botar o carro), abrir a piscina apenas para ela e a sobrinha neta dela (as duas se trancaram na piscina, num sinal claro de que nenhum outro morador era bem-vindo na piscina naquele momento), enfim a dona tem histórico.

E essa cambada de frouxo deixa isso tudo acontecer?

O que ocorre aqui é o princípio da não participação, deixa que os outros lutem por mim também. E nessa, num condomínio com mais de 90 unidades, apenas 8, 10 no máximo são representadas nas assembleias (que são sistematicamente esvaziadas devido aos escândalos do síndico, do subsíndico [irmão adivinhem de quem?] e da presidenta do conselho consultivo), pelo comodismo e cansaço de tanta palhaçada nos encontros. O fato é que desses 10, 8 estão ali pra defender seus interesses, leia-se permanência do careca, ops, do síndico. Vão lá, gritam, batem palmas, tudo pra não haver discussão séria alguma e tampouco contestações da gestão vigente. Os poucos questionadores são tidos por chatos, implicantes ou sem argumentação. Um clima nada favorável não acham? O fato é que o pessoal aqui paga e acha que isso é o bastante, não se importando com a valorização, conservação e apego pelo lugar que vivem. Se calam diante de um grupinho nefasto de pessoas mal intencionadas, parcamente alfabetizadas, mal educadas e chatas, tal e qual a dor causada por uma topada no sofá. Se fosse rolar uma enquete apostaria que mais de 60% detesta o síndico, contudo os 20 ou 30% (não errei na conta, mas que tem 10% que tem ap aqui mas não tá nem ligando, aluga, aluga e nem sabe o que rola aqui...) que se representam nas Assembleias são os que apoiam e/ou devem favores pessoais (na amizade..) ao Ditador local.

Reclamar nunca será o bastante, mas que saibam...

Acho reclamações ao vento muito chatas e sem sentido. O que fiz hoje aqui é mais um desabafo e a constatação da situação caótica em que vivemos. O clima, nesse estado, tende a piorar e muito, haja visto que o atual mandatário não larga desse osso tão cedo. Não que faltem candidatos ou projetos interessantes de gestão daqui, mas é que os 8, 10 que descem nas assembleias, lembram deles??? Esses mesmos, então, nunca mudarão de opinião e farão de tudo pra preservar os seus pequenos favores e o mandonismo do careca. Mudar a cabeça deles é difícil, mas penso numa solução plausível se, tal e qual num sonho erótico, as coisas se encaixassem perfeitamente e ao menos umas 40 ou 60 unidades fossem se representar. Duvido que Coruja do Oeste, Corvo, Rapel, Patrãozinho, Cajazeira ou outra criatura bisonha qualquer iria piar alto.

E digo mais, reforço a URGÊNCIA da revisão e total reformulação da Convenção vigente. Adoraria participar do processo e penso ser possível montar algo que melhore a convivência geral entre os condôminos.

ABAIXO À DITADURA DOS ARREGADOS!

O que temos administrando atualmente é um tipo menos carismático, engraçado e inteligente  de Odorico Paraguaçu. Acho que até o prefeito de Sucupira faria algo melhor por aqui...




Notas felipinas¹: Tive um retiro forçado mas revigorante aqui do blog, contudo prometo em breve regularizar as postagens e produzir alguns vlogs. Sinto que escrever não é o bastante, preciso falar.... HAHAHAHA!!!!

Notas felipinas²: Não tenho nada contra a pessoa do síndico e dos meus vizinhos arregados que o apoiam (só alguns, afinal odeio corvos), apenas acredito e luto por uma convivência melhor em que todos se respeitem minimamente!

Notas felipinas³: Não creio em guerra na Coreia, mas o Netinho tá bem perto de fazer cagada e por tudo que seu vovô e papai levaram anos para construir a perder. No mais, não pretendo aqui nenhum ataque à teorias ou qualquer outra coisa (apesar de que aquilo ali na Coreia do Norte é uma religião, com direito à Santíssima Trindade e tudo!)

Notas felipinas4: Desejo a todos uma Feliz Páscoa, que a ideia de renascimento não seja abreviada pela mera necessidade de se entupir de chocolates ou comprar futilidades (Não é coisa de maluco, o tempo pascal só acaba em Pentecostes, cacebaralho!!!!!!!!)

Um grande abraço e até a próxima!!!!!!!!!!!!

domingo, 17 de março de 2013

Eu vejo televisão de qualidade! (Sóquenão...) [Jurei que não usaria de novo, mas não resisto!]


Eu fugi, fugi e fugi mas não deu, acabo tendo que escrever sobre Big Brother Brasil nesse santo blog. Juro a vocês que não queria entrar em debates sobre esse programa, mas ontem cheguei em casa, dei aquela espiadinha no facebook e o assunto do momento era um vídeo em que um rapaz fulo da vida metia o sarrafo no BBB.
O vídeo em questão se trata de uma gravação feita em celular, de uma entrevista que não foi ao ar, realizada em algum shopping. O entrevistador era um tipo chamado Vinicius Valverde, repórter oficial do programa da Rede Bobo. O entrevistado era um transeunte que se mostrou um tanto indignado, fazendo críticas severas ao BBB e à programação da Bobo em geral. Acusou a emissora de ser sem cultura e transmitir programação de qualidade questionável (Gente, acho que todos já viram então nem vou ficar transcrevendo...) e etc e tal. O vídeo na íntegra vocês podem ver aqui.




Mas como você, nobre pós-graduando, bonito, educado, simpático e magnânimo sabe da existência desse programeco?

Elogios à parte (HAHAHAHHA só pra descontrair e exercitar minha modéstia!!!!) eu sou um espectador do BBB. Sim, podem me jogar pedras, mas praticamente desde a primeira edição eu vejo o BBB, e desde a décima edição meu pai assina Pay Per View (ou seja, vemos praticamente essas pessoas o dia inteiro!). Teve uma edição que não vi, mas porque trabalhava numa fábrica como torneiro mecânico e aquilo sugava minhas energias por completo, era cama-trabalho trabalho-cama... Sou um telespectador moderado, dos que apenas acompanham, sem perder tempo votando ou fazendo parte de fanpage, fóruns e baboseiras afim...
Não, antes que perguntem me adianto em responder, não acho o programa bom, definitivamente! Não posso, como educador que sou achar bom um programa que pregue valores altamente questionáveis como que para ser feliz só se pode ter entre 23 e 30 anos, não ter pudor algum e ter que encher a cara de cachaça... Isso não é felicidade, aquilo tudo exala uma superficialidade de sentimentos, atitudes e valores, mas a vida em vários momentos não é assim também? Sim é, e não serei eu a julgar quem participa e veja o programa. Eu vejo e tenho o discernimento de perceber que aquilo não passa uma mensagem bacana. Por isso não esperem de mim que assine algum abaixo-assinado para retirar o programa do ar. Primeiro porque o programa é uma terapia pro meu pai, por exemplo. O véhio adora tomar conta da vida deles, como tirar a felicidade de um aposentado? Outra, se o programa não me satisfaz, eu mudo de canal. Boto na Band, na Record, no SBT (que gosto muito), nos canais de TV por assinatura... Nunca que vou ficar me torturando, xingando programa de televisão e seus espectadores, porque tenho um aparelinho chamado controle remoto (duas pilhas bastam!) e com ele escolho uma programação que me agrade, ou desligo e vou fazer outra coisa.

Afina, quem nunca deu a famosa espiadinha? É  Bial, te conheci em dias melhores...

Esse já ganhou uma vez.

Galera adora falar mal, até parece que vê todos os dias né?! Huahauahauahu


Mas a Rede Bobo é um lixo, as novelas são a sucursal do lixão de Gramachoooo, o mundo é uma desgraça!!!!!!!

Vejam bem, meu sonho era que a Rede Bobo fosse mais uma emissora e não A emissora. Eles não representam o Brasil, não me representam, e não acredito que seus executivos estejam preocupados com o bem do povão. A programação deles cria padrões, faz pessoas sofrerem, ensinam coisas não muito legais, manipulam covardemente, enfim qualquer defeito que vocês pensem se aplica à esta emissora (qualquer semelhança com o CAPIROTO não é mera coincidência!!!!). Mas devemos admitir que no meio de uma aparente podridão moral algumas produções se destacam. Boa parte das novelas são ruins, sim são ruins mesmo (se pensar nas mais atuais então!!!), mas temos telenovelas tão bacanas, tipo a recém terminada Lado a Lado. Sou um fã dessa novela de época, que retratava a luta dos negros libertos recentemente da escravidão para se estabelecerem numa sociedade racista, desigual e opressora. A trama tratou te temas da história do Brasil sem se tornar um Telecurso 2000 num horário mais agradável. Figurino e elenco bombaram, trilha sonora espetacular. E uma fuga do clichê de que a trama principal é um romance mal resolvido, dessa vez o fio condutor da história era uma grande amizade entre duas mulheres diferentes socialmente (negra e branca, início do século XX), porém tão próximas por lutarem pelos direitos iguais entre homens e mulheres. Sem mais delongas, uma produção recente que merece todos os elogios, e que tinha de ser mais vista pela criançada, por todo mundo. Claro que como o mundo não é perfeito, as outras novelas no ar são uma tranqueira de péssimo gosto e põe a inteligência dos telespectadores em xeque... Mas e daí? A dona Bobo tem os melhores técnicos, em especial os de dramaturgia, e isso os possibilita de produzirem bons materiais, histórias cativantes e até edificantes de algum modo.
O que quero dizer com isso tudo? Quero aqui mostrar que a televisão brasileira não está nos melhores dias (quando esteve?????), mas que mesmo no aparente pântano ainda nos deparamos com produções de qualidade (na Dona Bobo), e nas outras emissoras abertas temos ótimas opões de programas de humor, jornalismo, esportes e etc. Na TV fechada então temos muitas opções mais, a menos que você esteja esperando o episódio inédito da as série favorita que nunca sai...

Hipócrita²!!!!!! Essa modinha Poor is Beautiful daqui a pouco acaba, tal e qual a moda da calça boca de sino...

Salafrário e manipulador. Mais um a explorar a pobreza , enaltecendo-a... Por que não doa o dinheiro e vai viver numa daquelas casas que adora reformar pra se fazer de bonzinho?
Uma ótima produção dentro do pântano que a TV nacional atravessa atualmente...

Enquanto outras duvidam da nossa capacidade de raciocínio... Afinal o que pensar de um capitão de exército que mora com a mamãe, de uma delegada rodeada de fofoqueiros de de uma "favelada" metida a malandra que só faz merdinha???


Mas o povo quer cultura na TV!!!!! (Que cultura, cara-pálida????????)

Sinceramente! Custo a acreditar nisso galera, essa não desce. Analisando o vídeo do shopping e o discurso de cultura e bla bla bla fiquei imaginando que se o povo quisesse tanta cultura na TV a essa altura a audiência da TV BRASIL estaria nas alturas. Mas pera-lá, não sabem que raio de TV é essa? Lembram da TVE (TV Educativa, canal 2 no Rio)??? Então, desde 2007 esse e outros canais integram a Rede Brasil, então tudo virou TV Brasil (Não sabiam??? É, por essas e outras que eu duvido muito quando vejo galera falando de cultura na televisão). A programação da TV estatal não é de todo mal, mas não atrai muito os telespectadores. Creio que o programa ali de maior audiência é o Sem Censura, da Leda Nagle, pois além de ser um bom programa sempre conta com a participação de artistas da Dona Bobo divulgando seus projetos paralelos, cantores famosos e etc.
Então vejo, felipinamente, toda essa farofada sobre BBB como hipocrisia de boa parte de seus críticos. Conheço pessoas que realmente não assistem muita TV aberta ou nem isso. Esses, realmente quando virem o BBB (por exemplo) vão achar uma possilga mor e vão se indignar. Agora a grande maioria, que curte Lívia Marine da Depressão (no facebook), cantavam Oi Oi Oi quando viam Carminha e compram revista Contigo não podem ficar pedindo mais cultura na TV (até podem, mas devem pensar muito antes de fuzilar quem admite assistir essas tranqueiras televisivas todas).

O canal favorito do povo brasileiro, ávido por cultura na TV! Mas essa TV ainda existe? Melhor, que cultura querem na TV CACEBOSTA?!


Meus queridos, o meu recado com esse post é para que pensemos o quanto soa hipócrita todo o esbravejo contra o tal do BBB e a programação em geral, se pensando que a audiência dos canais culturais ou comentários sobre eles nas redes sociais quase inexiste. Mas acho que a minha maior mensagem pra hoje é que pensem que o poder de escolha pode parecer mínimo, mas ainda é nosso. Nós escolhemos aquilo que queremos assistir na TV, isso é mais que evidente. Lógico, a programação no geral não é das melhores, mas a Santa Tecnologia nos ajuda. Internet, DVD, Blu-Ray, jornal, sei lá, todo tipo de mídia está disponível. Então menos xingamento, gritaria e mais exercício de escolha daquilo que acham melhor verem, ok?!

E vida que segue, adorando essa etapa blogueiro da minha vida!

Um último recado, prometo!!!!!! Não deixem de ouvir nossa rádio, nem que seja por cinco minutinhos. Afinal são 24h de música (boooa música), pra vocês relaxarem enquanto estiverem lendo esse mal escrito blog. A sim, a nossa rádio tem agora site oficial, lá em cima no início da página da pra acessar. E estamos aceitando propostas de programas. Se quiserem se tornar divulgadores de ideias é só entrar em contato no site da rádio. Tem uma grade inteira esperando pelo seu programa, ok?!
Um grande beijo e ótima semana a todos!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Quando a fonte da informação é o facebook, até São Nunca desconfia...


Boas meus queridos e queridas leitoras, infelizmente tive de interromper as atividades do blog por motivos de ordem maior. É, um mau estar me pegou na esquina, me tirando qualquer condição de pensar no que escrever. Fico-lhes devendo uma postagem temática.
No fim das contas escrevo aqui hoje pra dividir com vocês a minha preocupação com a criação e transmissão de informações sem nenhum fundamento pelo facebook. Devemos concordar que tudo que é lido na rede tem que ser examinado com cuidado, observando as fontes e referências utilizados. Nem a tão procurada Wikipédia é tão confiável como gostaria de ser, e os posts no facebook menos ainda.
O facebook, assim como as redes sociais de hoje em dia, tem os seus assuntos batidinhos do momento, as modinhas. Durante boa parte do ano passado tivemos o super-herói Joaquim Barbosa (ou Capitão STF contra os Malignos da PTrosfera!). Já encheu bem a paciência aturar toda semana uma postagem sugerindo que se candidatasse a presidência, ou que ele era um exemplo de conduta. Mais ainda, inventaram que ele era contrário às cotas raciais em universidades, com uma frase pateticamente ridícula (claro, suuuper conveniente um negro que venceu na vida [algo mega comum no Brasil! Ou não?] dizer que é contrário à política de cotas ou outras ações afirmativas) e nitidamente mentirosa. Mas aí vos pergunto: Alguém foi verificar a veracidade dessa frase? Resposta obvia e límpida: NÃO!!!!! Acredito que os que defendem ou se identificam com a causa das ações afirmativas até procuraram averiguar o fato, mas aqueles que adoram se colocar contra tudo que se faz nessa terra adoraram e não pensaram duas vezes em compartilhar. Essa falta de critério em averiguar a veracidade de uma frase postada é um grande problema, e que parece longe de uma solução digna...
Sintetizando bem esse panorama, o que vemos hoje no face e na rede em geral é uma divulgação de falsas ideias, sabe-se lá de qual origem, mas que são referendadas quando são atribuídas a alguma personalidade momentânea. Ano passado foi Joaquim Barbosa, Marcelo Freixo, Dudu Paes e etc, esse ano até agora vem sendo Jean EX-BBB IGNORADO Wyllis, Silas MALAfaia e Marco REVLON Feliciano. A situação na Comissão de Direitos Humanos anda preta, uma disputa só, afinal como não questionar um malandro que instituir o “Papai do Céu na escola” PÚBLICA?!?! Mas isso não convém agora. O MALAfaia entra aqui devido à sua conveniente (para ambos) entrevista no programa da Marília Gabriela. A entrevista foi narrada e comentada no face, e desde então diversas frases vem sendo atribuídas ao digníssimo, bem como ao Jean e ao Feliciano, contudo não vemos vídeos, fontes sérias relatando tais afirmações.

Se isso cai no face vão dizer que ele falou exatamente assim, aí começa a confusão. Claro que ele  NÃO disse essa asneira... Não totalmente!

Confesso que duvidei dessa na primeira vez que li, mas tem isso no twitter dele (a menos que a conta de lá seja uma fan page). Mesmo assim, com base em que ele diz, e o pior, reproduzem isso?
Isso é tremendamente ridículo. Claro que a Fatima Bernardes não se comprometeria de tal maneira,  em primeiro lugar por conta da audiência, oras!
Essa também não dá pra dizer que ele tenha falado, não há referências diretas a ele. E infelizmente tem uma galera se aproveitando da polêmica e criando fakes, o que torna tudo pior.
Uma postagem tremendamente ridicula

Uma resposta até boa, mas não se sabe até que ponto isso foi dito por ele ou teve invenção alheia em cima.


Quando o disse-me-disse sai do quintal pra tela do PC.

Vendo esse show de boatarias, muito bem confeccionadas no Photoshop (olha mãe, fiz o curso avançado de photoshop, agora posso inventar uma frase pro Bento XVI, Fidel Castro e pra avarenta da tia Marli!) me sinto diante daquele playground de condomínio bem na hora que passa uma mocinha de mão dada com o namorado e o cabelo fatalmente molhado. Já sabem que todos vão pensar na virgindade perdida da menina, menos no fato dela ter ido tomar banho por conta do calor tropical dessa cidade. A capacidade que temos de inferir histórias mirabolantes é assustadora e isso vem se materializando nesses materiais super photoshopados, elaborados e com carga dramática digna daquela montagem da Paixão de Cristo da capela mais próxima da sua casa, onde você vê o aquele seu vizinho pinguço interpretando o Pôncio Pilatos. Mas inventar histórias faz parte do ser, aquilo que a gente não conhece tem que ser explicado de alguma forma e inventar sobre é o caminho mais rápido. Isso invariavelmente vai acontecer, o que me preocupa é o fato do pessoal acreditar em qualquer coisa que ouve, e no caso da rede, lê. Parece uma involução, afinal atualmente o acesso à informação de qualidade é tão facilitado, porque acreditar num retângulo pretensamente assinado por um ex-bbb, um pastor ou um juiz? Está faltando critério à galera para ler esse monte de tranqueira publicada.
Trago isso tudo pra defender a tese de que anda faltando discernimento na galera antes de sair compartilhando, tanto daqueles favoráveis a uma gestão mais equilibrada (ou como queiram chamar, afinal se ele está lá é porque os outros partidos cederam espaço devido à barganhas eleitoreiras) na CDH quanto dos que defendem a permanência do “Infelizciano” na presidência da citada comissão. Galerinha, antes de compartilhar procurem vídeos ou outras evidências que lhes garantam a real autoria das frases. Isso não é difícil. Sei que ver o nome do Jean Willys impressiona, tanto a favor quanto contra, mas procura pra não passar vergonha. Pra quem põe frases racistas atribuídas ao garoto propaganda da REVLON a mesma coisa, vejam se ele mesmo falou (como o vídeo do cartão por exemplo! Ninguém tem como questionar!) aquelas asneiras de teor racista. Porque senão seus argumentos estarão assentados em boatos, fofoquinhas, provavelmente inventadas por algum troll que não tem nada melhor pra fazer na vida a não ser semear a discórdia na rede e produzir discussões virtuais tão uteis quanto exame de próstata para mulheres.

A, mas facebook é diversão, esse papo de evidência é só pra quem é da polícia ou faz mestrado...

HAHAHAHA, pelo teor das postagens, de algum tempo pra cá, o facebook perdeu seu lado divertido e integrador faz tempo. O show de disse-me-disse só serve pra galera discuir sobre coisas totalmente infundadas, lamentável. Fundamentar o que a gente fala é bacana, por mais que seja aqueles papos de filosofia de buteco. Não acho legal ficar reproduzindo asneiras, afinal a chance de passar vergonha diante de quem tem domínio sobre o assunto é grande. Eu faço mestrado, sim e daí?! Isso não me torna nenhum obsecado por busca de fundamentações, pelo contrário, minha vontade de procurar informação vem de longa data.  A primeira vez que fui atrás foi por conta da minha curiosidade em saber quantos vereadores tinha a câmara do Rio (isso nas eleições de 1996, tinha 10 anos e imensa vontade de saber). Cada um me dizia uma coisa, como não me conformava então perturbei minha mãe até ela encontrar alguém que realmente soubesse. Passou algum tempo e eu descobri e então poderia falar sobre o assunto com qualquer um, tendo a informação real. Há quase 20 anos atrás era muito mais difícil descobrir e mesmo assim não me contentei com a primeira informação dada (por um professor estúpido da minha irmã!), e hoje com tudo na mão o pessoal se impressiona com bannerzinho bem montado no PS? Valha-me Cristo!!!!!!!!

Eu acho tremendamente de péssimo gosto sair compartilhando esse tipo de besteira antes de conferir a origem. No meu face eu ignoro totalmente e não repasso essas tranqueiras. Mantenho os dois pés atrás quando leio essas coisas, em especial aqueles ligados à polêmicas do momento. Penso, sinceramente, que o discernimento é fundamental, em especial em dias de agitamento causado por qualquer assunto mocorongo no facebook. Por isso, antes de compartilhar qualquer coisa nesse bendido facebook, eu leio sobre o assunto antes, pra não reproduzir fofoca e nem passar vergonha!

Não percam, sempre as segundas e quartas o nosso programa Opiniões Felipinas, na rádio FLP, que toca sempre aqui no nosso blog. Outras formas de sintonizar veja aqui

segunda-feira, 11 de março de 2013

Se segura que lá vem enchente...


 Boas meus queridos e queridas leitoras, cá estamos no mês do calor abafante e das tormentas em sequência. As famosas Águas de março vem fechando, inundando e carregando rio abaixo o verão. A falta de planejamento e ações para o alívio das consequências das chuvas consegue me deixar bem irritado.

Foi um rio que passou em minha vida...

Não sei se vocês partilham da opinião, mas me deixa profundamente irritado que, em pleno século XXI, sejamos dificultados de fazer coisas triviais como trabalhar devido à questões climáticas. Com a tecnologia avançando a passo de leopardo, é no mínimo estarrecedor perceber que numa cidade grande, antiga capital federal e sede de grandes eventos não exista um bom programa de escoamento de águas pluviais. Sim meus caros, a natureza manda a aguaceira e a bela cidade não tem formas de escoá-la. Experimente entupir o ralo da pia da cozinha e deixar a torneira aberta no máximo, por meia hora. Quando você voltar pra sua cozinha terá a mesma sensação que tive na última tormenta braba, há uma semana. Fui olhar a minha janela e senti como se a rua tivesse virado uma enorme corredeira e o mergulhão Clara Nunes (Vulgo mergulhão do Campinho) uma enorme lagoa. Engraçado que a obra é recente, estava todo mundo crente que a prefeitura pensou no escoamento das águas da chuva, mas tudo era engano. Quem me conhece e acompanhou as obras da Transcarioca de perto (na altura da Rua Domingos Lopes) sabe da minha opinião sobre a total falta de planejamento e competência para fazer um serviço bem feito. Ou eles acreditavam que um corregozinho daria conta do volume das chuvas do Rio de Janeiro???
O fato todo é que a rua em que moro se tornou uma pequena Veneza e tive a sensação de estar ilhado, nossa como é divertido se sentir assim!!!!! Vocês logo pensaram, “mas afinal isso aconteceu só aí?” E eu respondo que não! E isso me deixa mais irritado ainda. Como uma cidade que se pretende grande, desenvolvida, inaugurando museu sofisticado ainda não consegui dar conta do Oceano Praça da Bandeira? Aquilo lá enche desde o tempo que a minha avó era virgem e brincava de pique bandeirinha, e até hoje nada de solução. Pra piorar a prefeitura ameaça a continuidade das leeeentas obras de drenagem por conta da perda dos royalties da exploração do petróleo (tudo agora vai ser colocado na conta dos royalties).

Início do Mergulhão do Campinho, na última enchente. Vou comprar um jet ski


Essa é a portaria do meu prédio,  que tal uma pescaria?!
Um problema histórico

E atual!

E tremendamente assustador

Solução?! Tomara que consigam fazer em... em... 25 anos...

A melhor solução, enquanto...

Fizerem isso e...

Formos governados por eles...



Mas só o governo leva sarrafo na peida?

Não e não! Acho que já está bem clara as responsabilidades de todos na questão dos alagamentos. A rua lateral do meu prédio virou uma corredeira que arrastava muito lixo, tranqueira jogada de janela de carro, por pedestre, enfim todo tipo de porcaria que os porcalhões jogam no chão. Não existe sistema de ralo que funcione bem com a quantidade de dejetos jogados de forma a entupi-los. Parte das ações, meus amiguinhos, depende do semancol da galera. Me dá vontade de dar um pescotapa quando vejo mulher, criança, velho e qualquer um que ande em duas patas e use calças jogando saco de biscoito no chão. Não só isso, vai chiclete, garrafa pet, a mãe (não, essa não é jogada, mas deveria ela e o pai porque não educaram seus monstrinhos direito!), enfim tudo aquilo que estiver à mão (menos dinheiro, que pena!). Se vocês virem minha mochila se sentirão dentro de uma lixeira de sala de aula, tudo que consumo vou despejando nela, pra depois esvaziar em casa. Acho que esse é o caminho (pra evitar a famosa desculpa de que não tem cesto na rua!) mais legal para diminuir a quantidade de lixo na rua. Agora só não repitam meu erro e esvaziem as bolsas quando chegar em casa, porque eu vou acumulando e acumulando e quando vou ver tem quase um quilo só de porcaria na mochila (já perdi dinheiro lá dentro). E mais, jogar lixo no chão não justifica o emprego do gari, este é pago para manutenção e não pra ficar catando suas porcarias no chão, seus imundos. Agora se querem justificar o emprego de alguém que tal se matarem e garantirem o emprego do coveiro?

A administração pública também tem sua parte...

Os porcalhões tem sua parcela nas enchentes, mas a falta de planejamento e ação por parte do Poder Público também tem contribuição na situação das enchentes. A tal da obra dos piscinões na Praça da Bandeira não andam como deveriam (como qualquer obra pública). Na minha rua, a prefeitura correu pra inaugurar por conta da campanha municipal e o escoamento das águas das chuvas foi feito de qualquer jeito, um horror só. Quando não tem a enchente completa ficam uns bolsões de água por conta do caimento pro ralo ser mal feito. Falta de capricho total, nem parece que pagamos engenheiros pra fazer isso, antes deixasse com meninos de 8ª série, talvez fizessem melhor. E também penso que uma cidade com tanta área cimentada, concretada também não dará conta das enchentes. Essa impermeabilização artificial impede que a natureza exerça uma de suas etapas, a absorção de água. Áreas verdes podem contribuir e muito, afinal a terra dá conta da água a mais das chuvas e essa ainda serve para hidratação das plantas, para outros animais, enfim. Com tudo cimentado a água corre, cai nas galerias e acaba virando esgoto. Formas de aproveitar essa água de chuva seria um caminho interessante no combate ao impacto das enchentes.

Eu tive um sonho, vou lhe contar, eu me atirava na rua que era mar...
Infelizmente grandes ações ou novas atitudes não podem ser esperadas de imediato. Por enquanto o que nos basta é sempre olhar pro céu nessas épocas de fortes tormentas e evitar sair pra muito longe, se for possível. Caso peguem enchente na rua, procurem lugar mais alto e sem botar a mão em poste, árvore, porque podem cair fios por conta do vento. Não se desesperem e aguardem a água baixar.

Agora eu proponho uma solução mais divertida, juntem toda madeira que puderem e peguem o projeto da arca de Noé na bíblia. Em alguns côvados estarão protegidos e poderão chegar a qualquer lugar, inclusive na Praça da Bandeira, Tijuca e o Mergulhão do Campinho. Esqueçam a parte de colocar animais e façam uma lotada, cobrando R$2,50 a passagem, vai bombar galera!!!!!

E convido a todos a ouvirem a estreia do programa Opiniões Felipinas, a partir das 19h. Tudo isso na nossa rádio, não deixem de sintonizar!

Beijão, boa semana e bom banho de chuva!